domingo, 31 de agosto de 2008

Psicoterapia

O Pavilhão de Psiquiatria fica mesmo em frente à minha casa. Tem gente internada, que pouco se vê, salvo quando dão passeios em grupo, acompanhados dos vigilantes, aqui pelas redondezas.
Há dias, à tarde, pela hora da visita, um homem de meia idade despedia-se da mulher (suponho que o fosse), à porta do Pavilhão. Ela ficou acenando e o homem foi sempre olhando para trás, também fazendo adeus. Já quase ao pé do portão, parou e mandou-lhe um beijo na ponta dos dedos e assim foi andando até deixar de a ver, rua abaixo enxugando os olhos.
O Pavilhão de Psiquiatria pareceu-me um sítio mais bonito nessa tarde de Verão e o homem de meia idade encheu-me o coração de ternura.

2 comentários:

joana disse...

há tanto amor dentro da D. Catita!
e em cada história, ele transborda!
é linda...

obrigada Sação!

"neta" adoptada

jana bucha

Guilhotina disse...

Obrigada a ti também, que sabes o nosso segredo...